Dia das Crianças: SBOT e SBOP alertam pais e cuidadores sobre prevenção de acidentes com os pequenos

21/10

Dia das Crianças: SBOT e SBOP alertam pais e cuidadores sobre prevenção de acidentes com os pequenos


Acidentes são a principal causa de morte de crianças e adolescentes de 1 a 14 anos no Brasil, superando óbitos relacionados a doenças e até mesmo a violência, aponta a ONG Criança Segura. Dados do Ministério da Saúde de 2017 mostram que 3.661 meninos e meninas perderam a vida devido a acidentes dentro e fora de casa, sendo que os cinco principais causadores foram:

- Acidentes de trânsito (1.190 óbitos);
- Situações de afogamento (954 óbitos);
- Situações de sufocação (777 óbitos);
- Queimaduras (217 óbitos);
- Quedas (181 óbitos).

“A grande maioria dessas perdas poderia ter sido evitada com medidas simples de prevenção. E é esse alerta, de que criança tem que brincar, mas com segurança, que a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) fará durante todo o mês de outubro, aproveitando a comemoração do Dia das Crianças”, afirma o presidente da Comissão de Campanhas Públicas da SBOT, Sandro Reginaldo.

A campanha tem o apoio da Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP). “O objetivo principal dessa ação conjunta é orientar como os pais e os cuidadores podem preservar a saúde dos pequenos, além de ressaltar a importância da Ortopedia Pediátrica nos primeiros anos de vida”, diz o presidente da SBOT, Moisés Cohen. O presidente da SBOP, Gilberto Brandão, compartilha da mesma opinião. “Na infância, os ossos e os músculos estão em contínuo crescimento e desenvolvimento. Acidentes traumáticos, como fraturas e outras lesões envolvendo crianças e adolescentes devem ser tratadas preferencialmente por um ortopedista que recebeu treinamento especial em problemas pediátricos”, explica ele.

Atitudes que salvam vidas

- Atitudes como transportar os pequenos corretamente no banco de trás, usando cadeirinha e cinto de segurança, podem reduzir em até 70% os riscos de morte e ferimentos em casos de acidentes de trânsito, segundo um estudo da Abramet, a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego.

- Mergulhar em águas rasas é a quarta causa de lesão medular no Brasil e pode levar à paraplegia ou tetraplegia. Daí a importância de redobrar a atenção ao entrar em águas desconhecidas, seja em lugares com cachoeiras, rios, lagos, praias ou piscinas. “Para prevenir acidentes que podem ser incapacitantes e até mesmo fatais, o recomendado é fazer primeiro o reconhecimento da região. Entre na água caminhando para conhecer a profundidade e só depois cogite mergulhar”, alerta o presidente da Comissão de Campanhas da SBOT, Sandro Reginaldo.

- Queimadura é algo tão grave que existe até o Dia Nacional da Luta Contra Queimaduras, instituído em 6 de junho, a partir da lei número 12.026, de 2009. “Uma em cada 10 pessoas tem um de seus membros superiores amputados ao manusear os fogos de artifício. E dos cerca de 120 mortos nos últimos anos, mais de 24 eram crianças com menos de 14 anos de idade. Geralmente, ocorre a perda dos dedos e até da mão devido à explosão antecipada do artefato”, diz Moisés Cohen. Para se divertir com segurança, a SBOT recomenda que pais e cuidadores orientem as crianças a estourar as bombinhas e os estalinhos longe de fogueiras, de substâncias inflamáveis, de pessoas e de objetos que podem quebrar e se estilhaçar, caso de garrafas de vidro e latas de refrigerante. E de não carregar os artefatos nos bolsos, já que eles podem explodir acidentalmente.

- Engasgamento é um tipo de ocorrência que deixa mais vulneráveis as crianças de 1 a 3 anos de idade, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria. E o agente causador não é apenas a comida, mas também moedas, botões, brinquedos inadequados para a faixa etária, caso dos que têm muitas pecinhas pequenas, e dos feitos com material sintético, caso das bexigas. “Para evitar esse tipo de problema, basta tomar cuidados simples: prestar atenção nos acessórios das roupas, como cordões e broches; nunca dar ou deixar que a criança se alimente deitada; e não oferecer nada enquanto ela estiver falando, andando, correndo, brincando ou chorando”, lista Moisés Cohen.

A SBOT e a SBOP orientam que, quando houver a necessidade de procurar um ortopedista pediátrico, é sempre importante procurar um especialista referendado e com título de especialista. Para ter acesso a lista completa de associados e se consultar com um especialista SBOT, acesse aqui.